quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bom exemplo - Joaquim Barbosa

O Ministro Joaquim Barbosa, é esse o cara que o Brasil precisa...

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Sem palavras para qualificar um homem que diz o que o povo quer dizer na cara desses "ratos".

Por momentos assim que voltamos a ter esperanças no Brasil.

O Brasil precisar mais de gente desse quilate.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Exemplo feio


“O Senado gastou R$ 8,6 milhões com pagamento de contas de telefones celulares no ano passado”.

“Em média, o gasto por congressista — são 81 senadores — foi de ao menos R$ 6.126 mensais, numa conta conservadora.”

“Para os senadores, no entanto, não há limite de gastos”.1

Qual é o cidadão que não se indignaria lendo, ouvindo ou vendo notícias deste tipo? Todos com bom senso ficariam perplexos em saber que seus representantes gastam altos preços com celulares, preços esses que daria a qualquer pai de família a pagar a dívida da casa ou fazer uma pequena reforma na casa.

Nossos representantes são os mais caros do mundo, o a relação custo x benefício é a pior possível. Não temos solução imediata a problemática brasileira, nem de longo ou médio prazo; antes de pensar no povo, pensa-se primeiro nos salários, na verba de gabinete, nos seus negócios laranja, no seu bem-estar, só para depois de muito tempo imaginar o quê fazer para o “povo”?

Eu, David Agra, mas poderia ser “João da Silva”, “José”, “Raimundo”, estou revoltado em saber que congressistas não se importam com o dinheiro público. Emprestam celulares para familiares, amigos... Pessoas que não tem nada a ver com o nobre trabalho legislativo. É frustante ver os primeiros servidores que deveriam zelar pela ética e moral do dinheiro do suado povo brasileiro, não o fazem muito, aliás, nem se esforçam. Como é o caso do senador Tião Viana (PT-AC) emprestou o celular para filha viajar pelo México e ligar para quem desejasse — no final das contas, o valor de apenas R$ 14 mil reais que o contribuinte brasileiro deve pagar.

O exemplo sempre começa de cima, definitivamente não merecemos os parlamentares que temos, são inúteis, a idéia do senador Cristovam Buarque de fechar o congresso está fazendo mais sentido do que nunca na história do Congresso do País. O sábio senador não diria algo se não fosse pensado ao menos mil vezes. Já está mais de que na hora de combater os ratos, pois eles estão se multiplicando rapidamente. Veneno neles agora.

Nota

1. Fonte: Folha de S. Paulo


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cidadania, uma palavra desconhecida


A conquista da liberdade, dos direitos individuais, e da condição de ser cidadão é resultado ao longo da história de muitas batalhas contra os tiranos, absolutistas, ditadores e autoridades corruptas tanto políticas quanto do clero, pois seria de uma imensa ingratidão excluir as barbáries cometidas pela Igreja Católica com a sua Inquisição.

No Brasil, a conquista da liberdade se dá aos poucos com o período da criação da República no final do século XIX, pois um ano antes em 1888, houve a tardia abolição da escravidão no país. Liberdade não é sinônimo de direitos ou outros termos como alguns vem a pensar. Os escravos foram libertos sem direito algum e ainda, abandonando-os a própria sorte, sem nenhuma condição econômica.

Hoje em dia, segundo constituição só é cidadão quem é eleitor, porém, isto, não é bem assim, todo brasileiro sabe que o pobre não é cidadão neste país, sendo que seus direitos são desprestigiado constantemente. O serviço público de saúde onde vivem são muitas das vezes insalubre, a justiça pune exemplarmente os pobres e miseráveis, por motivos pífios.

Para efeito de comparação o modo de tratamento de pessoas socialmente antagônicas, por exemplo, nos casos de ladrões de galinha que furtam para sua sobrevivência, enquanto o banqueiro que passa anos fraudando o sistema tributário do país, quando a Polícia Federal flagra a ocorrência, o presidente da mais alta corte de justiça (STF) concede como num passe de mágica, dois Habeas Corpus para livrar o pobre afortunado. Este sim tem direito a cidadania. Já os pobres não. Fere que na democracia chamamos de princípio de isonomia ou igualdade. Infelizmente uma sociedade desigual sempre haverá “os intocáveis”, os direitos dos homens não são garantidos do mesmo modo a todas as pessoas.

A cidadania vive de períodos, no Brasil, apesar de estamos vivemos um momento impar para cidadania, onde o direito do consumidor mostra sinais de avanços. Os clientes e as pessoas comuns estão mudando positivamente de comportamento diantes de empresas que não prestam serviços de qualidade ou comercializam produtos com curto prazo de vida.

Sabemos que a cidadania depende do amadurecimento político e de seu sistema. A história do Brasil se aprende alguns avanços nas leis trabalhistas no período de Vargas e JK. Entretanto, com a Ditadura retrocede a liberdade política. Por isso, ela é marcada por avanços e retrocessos, não é linear.

A cidadania está apoiada na educação, os sujeitos com os maiores níveis de educação, tem maior consciência na hora de exigir seus direitos, bem como cumprir seus deveres. O analfabetismo continua sendo o maior empecilho para o desenvolvimento dos direitos civis no Brasil, por isso, males institucionais como a corrupção e a impunidade entranhada no sistema político brasileiro é uma das piores armas em desfavor a cidadania no Brasil.

A cidadania continua sendo uma palavra desconhecida pela maioria da população, enquanto houver pessoas analfabetas, políticos corruptos, desmatamentos da floresta tropical, trabalho infantil/escravo, polícias despreparados, ricos impunes, juízes que pensam que tudo podem, empresas poluidoras do meio ambientes, "inserviços" públicos de saúde, segurança, educação, transportes, obras etc. O Brasil continua tendo os parlamentares mais caros do mundo e os mais inúteis também.