domingo, 20 de setembro de 2009

Manaus, muda e surda


Manaus, a maior capital do norte do Brasil continua sem falar, ver e ouvir. No que tange ao seu sistema viário. O caos, a precariedade, a lentidão, e o atraso desse conjunto se fortalecem a cada dia que passa.

Uma cidade castigada pela mentira, pela imobilização e tudo no que indica apatia das autoridades políticas e jurídicas. Esse reflexo, atingem em cheio a população de metrópole que não questiona e também não se mobiliza para interferir nesse desmando.

Vemos e ouvimos a inconformação das pessoas no que diz respeito ao trânsito de carros e ônibus é visível, porém falta expressar esse sentimento latente que os afeta nos meios legais. Isso inclui também cobrar pela promessa de campanha não cumprida.

Certa vez, Aldísio Filgueiras, acadêmico da Academia Amazonense de Letras disse “As pessoas ganham dinheiro, mas não criam vínculo, pertencimento em relação à cidade”. Será essa a resposta para não manifestação de sua cidadania. As pessoas devem antes de tudo amar a cidade que os alimenta, que respira e que permite sua sobrevivência na terra.

Em outro contexto, a mentira divulgada na época da campanha pelo candidato a prefeito de Manaus, que em determinado tempo, dizia que resolveria como num passe de mágica todos os problemas urbanos, especialmente do sistema viário da cidade em três meses, no entanto, já se passaram nove meses e nada de solucionar a causa.

Levando tudo isso em consideração privilegia a quem não deveria. No momento de maior sofrimento no transporte urbano. Ajuda os empresários do setor elevando a tarifa da passagem, retirando as poucas garantias estudantis.

Constatamos na cidade até agora, três ônibus pegaram fogo por falta de manutenção. E nos horários de “picos” pessoas se aglomeram tanto nas paradas de ônibus como nas próprias conduções do sistema.

Portanto, os maiores perdedores são os trabalhadores e seus filhos os estudantes de decisões infundadas, favorecendo mais uma vez a quem não deveria. Fica a pergunta: Quem em sã consciência isso pode acontecer?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quanto Vale Ou É Por Quilo



Quanto vale a arrogância, o individualismo das autoridades brasileiras? Ou é por quilo a humildade, a honestidade ou a sinceridade.
A obra cinematográfica Quanto Vale Ou É Por Quilo? Descreve duas fases da história do Brasil, de exploração, miséria, e de putrefação dos princípios éticos no qual a sociedade continua a passar.

Primeiro, no regime escravagista no período da colônia, revela a situação degradante da exploração em que eram submetidos os escravos e escravas, forçados a trabalhar compulsoriamente, bem como sua comercialização.

A segunda fase, o trabalhador passa a ser assalariado e, por conseguinte a exploração consiste no mais valia, conceito desenvolvido pelo teórico alemão Karl Marx, que é “a diferença entre o valor produzido pelos trabalhadores que não especifica no salário que recebem. É uma forma disfarçada de transferência de um excedente para a classe dominante ou para o burguês (dono) dos meios de produção”.

O filme mostra que a solidariedade do terceiro setor sem, contudo generalizar é uma forma mascarada para se lavar dinheiro público para a corrupção na forma de superfaturamento. A cena no qual a agência de comunicação implanta inclusão digital na periferia de uma comunidade desprovida de qualquer atuação do estado. Sendo que os computadores além de não serem novos eram incompatíveis com o uso pelos moradores.

A questão da ética fica sem sentido nesta obra, logo não é vista. Na primeira cena vem à tona o abuso da autoridade, em que é ignorado o direito da senhora negra dona do escravo que tem sua propriedade subtraída pelo delegado. E que nos dias de hoje não é muito diferente.

Outra cena é o contrato que a escrava e a senhora branca fazem para que a serva consiga sua alforria, tendo que arcar com juros acima do combinado. Atualmente os bancos cobram taxas de juros altas, para empréstimo ou financiamento, o brasileiro do século XXI, paga duas vezes ao banco o valor do produto por ele parcelado.

O jeito de tirar vantagem em tudo, conhecido como jeitinho brasileiro, é um mal enraizado em nossa cultura, que ainda é pouco combatido pelas as sérias instituições democráticas do país. Nossas lideranças políticas estão ganhando o noticiário pela incompetência, pelo mau trato com a coisa pública, por falhas nas políticas públicas etc. Por isso, com tamanha incapacidade de promover igualdade social, nos faz pensar que a constituição serve para garantir direitos da classe dominante, gerando assim, cidadãos de segunda categoria.

Solucionar esse problema é com exemplos, e prática nas simples tarefas do cotidiano. Cobrando das autoridades o compromisso firmado na época de eleição e não deixando cair no esquecimento, os projetos de campanha para a cidade.

No que diz respeito à linguagem é clara e objetiva em comparar duas fases históricas. É informal no tocante das pessoas marginalizadas pelo governo, morando de forma subumana nas periferias carentes desprovidas de hospitais, escolas e delegacias. E formal, quando mostra o mundo da empresa de comunicação persuadindo os clientes para mudar o modo de se fazer propaganda de solidariedade, utilizando o Marketing de forma pejorativa.

Vem-nos sempre a indagação: O que posso fazer enquanto cidadão? Como posso ser útil nesse processo? Ficar esperando a solução de terceiros é deixar passar o tempo de mãos cruzadas. A sociedade muda com a transformação do indivíduo e não a partir da coletividade. Cidadãos conscientes trabalham para educar o analfabeto, promover discussões úteis a sociedade, tirar da marginalidade jovens de rua etc. Temos exemplos, como Herbet José de Souza, mais conhecido por Betinho criador do Natal sem fome.

O trabalho de formiga faz a diferença em uma sociedade, assim, como o exemplo supracitado, temos também do indiano Mahatma Gandhi, tornou um estado livre, sem usar o meio mais comum, a violência, o terror etc., mostrou que princípio da não-agressão é uma opção viável. Sendo assim, o eleitor deve usar seu voto como arma contra o político mal intencionado ou que não cumpriram com o prometido.

Enquanto alienados batemos palmas, concordando com eventos de procedência polêmica que lutam em prol do ativismo social. Outro caso é que estamos conscientemente participando desses atos de injustiça social. Assim, o indivíduo é responsável em querer manter o estado letárgico ou romper o paradigma se emancipando a fim de trabalhar para uma sociedade mais participante atuando na vanguarda das políticas sociais do estado.

Quanto vale ou é por quilo é uma obra que traz o co-enunciador a refletir sobre as disparidades sociais que tanto afligem a nação. Conforme os altos índices de homicídios no Brasil, que são iguais à de um país em guerra, como o Iraque e se nada for feito estamos à beira de uma convulsão social e iminência do caos, pois para qualquer especialista em segurança pública, esses números são absurdos e é isso que a elite do país faz diante o governo “fecha os olhos”.

A obra é uma excelente ferramenta para auxiliar as lideranças comunitárias, estudantes universitários, e para todos que se interessam por política, sociologia e história do Brasil. Tem como intenção fazer o telespectador refletir acerca da sociedade contemporânea sobre o modo como são conduzidas a falsa idéia do bem comum.

Antigamente a escravidão era mantida pelos aparelhos repressivos do estado, como: polícias, exércitos, tribunais etc., por sua vez, a exploração moderna dos trabalhadores é feita por aparelhos ideológicos, por exemplo: família, escola, meios de comunicação etc. Portanto, é de extrema importância a participação das empresas com a responsabilidade social para amenizar a violência e a estrutura insalubre ofertada pelo estado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Importância da preservação dos recursos hídricos

A conservação dos recursos hídricos é o tema que norteia as ações do Projeto Mutirão das Águas, tendo em vista sua importância para manutenção de toda e qualquer espécie viva na terra seja ela vegetal ou animal. Segundo muitos estudiosos a água está como provável motivo para futuros conflitos entre as nações. Substituindo atualmente o petróleo como fomentador das disputas econômico-militares.

Em algumas localidades do globo como nos continente africano e asiático, a água começa a fazer falta, pois estudos mostram que sua escassez é cada vez mais real, devido à depredação do meio ambiente.

Campanhas como da Fraternidade de 2004, "Água, Fonte de Vida", não é apenas figurativa, é uma forma de levar às pessoas a reflexões antagônicas, ou seja, de conflito ou de solidariedade entre os povos.

A Petrobras por meio do Programa Petrobras patrocina o Projeto Mutirão das Águas e vislumbra um horizonte de possibilidades para a promoção do uso e da conservação dos recursos hídricos, adotando como estratégia o uso de tecnologias voltadas para a gestão compartilhada.

A Responsabilidade social e ambiental da Petrobras investe em capacitação dos moradores dos Lagos do Mamiá, RDS Piranha e seu entorno, por meio de oficinas, debates, articulação das lideranças, mobilização das comunidades, entre outras atividades.

O Projeto deixará sua marca na vida dos moradores da região, física e intangível. Pretende deixar como legado o apoio à criação de uma unidade de conservação de uso sustentável e apoio à organização social e produtiva.

Por David Agra

Extraído: Blog do Mutirão das Águas

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O lucro e nada mais


Tatatatatata… Bababababa… Tintintintin… Turturturtur… são barulhos emitidos pela maioria dos ônibus da Transmanaus. É a rotina comum dos que precisam de transporte público, e, é de deixar irritado qualquer um passageiro. Barulho, atraso e lotamento.

Os empresários de transporte coletivo de Manaus ganharam o aumento na passagem de R$ 2,00 para 2,25 centavos. Isso quer dizer que no final do mês, os números serão medidos em milhões de reais para seus cofres. Seria um bom negocio para a população da cidade se tudo isso fosse investido na compras de ônibus novos como prometidos todos os anos quando se aumentam o valor da tarifa.

E todo ano a promessa fica sem ser cumprida e a maior prejudicada mais uma vez é a nossa querida gente. Com um líder municipal sem a menor preocupação com o povo que o elegeu, especialmente os mais carente. Ao invés de atender ao pedido dos seus eleitores para a manutenção da tarifa, dá um chute na bunda de todos, prefere cumprir o compromisso pré-campanha eleitoral.

A indagação fica na mente de todos. Como se pode aumentar a tarifa de ônibus, se os serviços prestados não são satisfatórios? Se os ônibus continuam velhos, barulhentos e caindo aos pedaços? Se os atrasos nas paradas (pontos) de ônibus continuam a acontecer? Se quando você entra os coletivos estão lotados?

É chamar a opinião pública de ignorante ou burra. Sabemos que os empresários nunca estiveram no prejuízo. Sabemos também que colocam poucos ônibus para aumentar a lucratividade, porque sua lógica é minimizar os gastos na manutenção dos veículos, pois quanto mais pessoas andarem nos coletivos, maior será o lucro. Não importando a qualidade de vida da população. Nem nada. Para eles só interessam o lucro e nada mais.

Se perguntarem para qualquer pessoa que utiliza o transporte coletivo em Manaus, saberá que o transporte tanto o coletivo (ônibus) quanto o rodoviário (ruas e estradas) é um item que mais desagrada à população e a forma como ela é gerida pelas lideranças se é que se pode chamar de lideranças.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

As péssimas empresas de transporte urbano de Manaus

A capital do Amazonas vive sofrendo com sua estrutura urbana, parte da culpa é do governo municipal e outra é dos empresários de transportes. Sem exceção, todas as empresas de transporte urbano em Manaus apresentam ônibus irregulares, velhos, sujos etc.

Dentre todas as empresas a Eucatur é a pior empresa de transporte urbano de Manaus, seus ônibus são barulhentos, velhos, sujos e sem nenhum sistema de segurança. Digo por que sou usuário desse sistema, e todas às vezes que pego seus ônibus, sinto uma perturbação sonora horrível. Os funcionários trabalham com protetor de ouvidos isso já demonstra os ruídos dos veículos.

O povo amazonense já paga caro pelo sistema urbano de transporte, e todos os anos os estudantes tem que lutar para não perder seus direitos garantidos pela lei municipal, pois os empresários desse ramo molham as mãos dos vereadores corruptos para votar leis inconstitucionais. E ainda por cima, ameaçam seus funcionários retendo seus salários. Os cobradores pagam a conta dos assaltos, roubos etc., nas linhas urbanas. E por sua vez, os dirigentes não aceitam de forma alguma ficarem no prejuízo.

Já não bastam termos os piores ônibus na cidade e querem ainda que a população pague o preço mais alto pelo péssimo serviço. Em uma pesquisa realizada por um especialista em transporte urbano contratado por um vereador, constatou-se que o valor praticado atualmente em Manaus está acima do valor de mercado, quase 15 centavos de diferença, para os assalariados, isso significa um pão a menos todos os dias.

Todas às vezes que aumentam as passagens de ônibus, o argumento principal era que a frota iria melhorar em Manaus, ou seja, iam ter mais ônibus novos. Só esqueceram de comprar novos ônibus, e cumprir o prometido. De acordo com o jornal Diário do Amazonas, hoje, Manaus tem mais de 450 ônibus com 10 anos de uso. Em desacordo com a legislação municipal que restringe ônibus com esse período de circularem na cidade.


Bom já que eles sempre querem lucrar em nossa cidade, que pelos menos dê a população melhores ônibus, com segurança etc., e não humilhem as pessoas com ônibus lotados, insalubres, barulhentos e ainda por cima poluidores. Basta, cumpram primeiro o prometido. Porque só ganhamos dos ônibus da Índia por enquanto.

domingo, 28 de junho de 2009

Trânsito caótico




O que todo cidadão deseja é ter mais qualidade de vida, uma cidade bem planejada, com um bom trânsito e sistema de saúde. Não é o caso de Manaus e nenhum desses itens funciona “direito” na cidade. O pior desses é o trânsito caótico e mal organizado.

A cidade já foi mais limpa, já teve um trânsito urbano menos complicado, porém esqueceram de planejar a cidade, esqueceram de investir em infra-estrutura, saneamento etc.

O grupo político que administra a cidade há anos, prefere não dá ouvido o que já se podia prever. Seus egos são tão grandes que induzem a população com falsa propaganda, cara por sinal, que somos em um estado que menos desmata a floresta. Desmatamos miséres 2% do verde.

O bom cidadão verá que alguns anos atrás nas estradas do Amazonas, o verde era mais intenso e hoje é mais distante, com mais áreas destruídas.

Depois desse engana bobo do governo estadual. A prefeitura de Manaus deixa áreas imprescindíveis da cidade abandonadas, e o exemplo mais gritante é o trânsito da cidade sobre sua responsabilidade.

A incompetência da prefeitura é tão absurda em relação ao trânsito que além de não terminar uma obra do viaduto da rodatória ou como é conhecida “bola” do Coroado que está atrasado gerando superfaturamento para os bolsos dos responsáveis. Abre outra frente de trabalho (construção da passagem de nível) em mais uma avenida tão movimentada quanto na “bola do Coroado”.

Manaus é uma das piores cidades brasileiras quando falamos em transporte. O trânsito está mais lento a cada ano que passa. Assim, que amanhece os engarrafamentos já iniciam depois do horário das seis da manhã. O estresse toma conta dos trabalhadores, dos estudantes e todos aqueles que precisam cumprir horário.

Só nos resta dicar com o infeliz comentário do Frederich Nietzsche para esse absurdo: “O povo merece o governo que tem”.

Enquanto isso... Nada de protesto da população.

sábado, 20 de junho de 2009

A importância da pesquisa para atualidade



No início do terceiro milênio, em plena era virtual junto com a engrenagem da robótica. O homem é o “recurso de maior importância para o desenvolvimento da pesquisa”, pela consciência, intelecto e razão, pois dentre diversos tipos de conhecimento produzido pelo homem, a pesquisa é uma das mais importante, por seguinte, existem inúmeros problemas a serem solucionados. E, a partir daí, novas pesquisas surgem e se desenvolvem a fim de criar tecnologias ou medicamentos.

O homem tem a capacidade impressionante de criar conhecimento, seja para suprir as necessidades de locomoção, de alimentos e até produzir textos que são apreciados a milênios de anos. As áreas do saber humano como: a Religião, a Filosofia, Misticismo., são formas de conhecimento que buscam dar respostas ao homem contemporâneo sobre a “Verdade”. Aliado a ciência, a pesquisa é uns dos instrumentos do saber humano mais valoroso, criado até então pelo o homem. Nasceu para contestar as “verdades” que se tinham a respeito do mundo. Assim, se tem o devido crédito da sociedade internacional, por comprovar e elucida fatos, por este pesquisado, seu prestígio advém do método cientifico aplicado com objetivo de chegar próximo da verdade, conforme suscitado pela epistemologia do século XVIII (OLIVA, 1990).

Com o passar dos anos, surgem novos problemas a serem solucionados, com o surgimento de doença como: AIDS (SIDA) entre outras doenças contagiosas, que matam inúmeras pessoas ao redor do mundo todos os anos, sendo que, já passam de 40 milhões de pessoas infectadas pelo virus da HIV. Logo a importância da pesquisa é a melhor ferramenta para esse combate e equacionando assim esse perigo que assola a comunidade global.

A esperança é que as empresas, grupos de investidores e governos, invistam em novas pesquisas, desse modo, desenvolvendo tecnologias de cunho medicinal para sanar ou curar totalmente doenças como a AIDS, malária, dengue, etc. Atualmente as pesquisas se voltam para células troncos (células mães), que se transformam em quaisquer células do corpo humano. São geralmente aplicados em deficientes físicos, para regenerar um órgão atrofiado inutilizando sua função, com intuito de retornarem ao seu funcionamento, exepriências já sinalizaram sucessos nos últimos testes divulgados pela mídia.

Em virtudes dos fatos mencionados, somos levados acreditar que a única saída do homem para enfrentar diversos tipos de epidemias e problemas que emergem a cada dia, precisam de investimentos pesados na ciência, tecnologia e especialmente pesquisa, para que não haja surto de doenças no mundo, daí a importância da pesquisa para atualidade, a pesquisa não é só uma pura investigação dos fatos, é além mais, é a nossa sobrevivência para o futuro distante, como foi no passado.

domingo, 7 de junho de 2009

Abuso do Sensacionalismo


[imagem do google]

Com a recente Lei de Imprensa revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que já era ruim, ficou pior. Se notícias sensacionalistas eram comuns, porém existiam um “remédio” jurídico específico que regia o assunto. Agora a punibilidade para o abuso da massificação da informação, da difamação e a perca do senso de ética nos meios de comunicação já chega a um ponto de reflexão para a sociedade.

Na comunicação social, a hipótese do agenda setting está sendo desgastante para a sociedade em geral, esse efeito causa nas pessoas ansiedade e preocupação, especialmente sobre fatos de comoção social. O agenda setting consiste em um efeito social da mídia que compreende a incidência de notícias sobre os temas que o público falará e discutirá, ou seja, o público discutirá o assunto do momento que são transmitidos em veículos midiáticos como: televisão, rádio, jornais, revistas, internet etc.

O acidente da Air France ocorrido no dia 31/05, levou a uma "turbulência" de informações não confirmada pelos órgãos oficiais do governo do Brasil ou da França. A especulação da mídia foi tão grande que confunde familiares dos vitimados no acidente do vôo 447. Com isso, o investigador francês Paul-Louis Arslanian diz: “que há exagero na cobertura do acidente” e, assim, pede prudência a mídia.

Assunto de família ganha notícia como, por exemplo, “Xuxa já fala sobre sexo com Sasha”, intimidade de gente famosa ganha audiência fora do segmento da mídia da fofoca. Entendo que tem muitas pessoas tem interesses em saber da vida dos famosos, existem os veículos especializados que já pautam o assunto, agora ganhar segmento que se espera notícias com um grau de seriedade e importância para a população como, por exemplo, qual é o projeto de lei que o congresso está debatendo? Quais são as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal que irá beneficiar diretamente a comunidade local?

Onde está à questão ética em tudo isso? Levam-nos a pensar para quem trabalhar a mídia? Conversando certa vez com um jurista na universidade, omitirei o nome, pois não pedir autorização. Ele disse: “que a mídia trabalha para grandes grupos financeiros e principalmente para o governo, visto que na maioria das vezes quem financia os jornais e revistas é o próprio governo, portanto o departamento comercial é quem manda na editoria”. Os estudantes de comunicação também debatem esses assuntos na faculdade. O sistema é mais forte que os novos profissionais que entram no mercado não conseguem quebrar esse paradigma?

A falta de ética profissional é tanta que hipóteses inconclusas passam como fatos consumados. Mais exemplos, segundo o site, Defesa Brasil “As especulações incluem até a hipótese de um atentado a bomba. Para tal, se escoram na nacionalidade de alguns passageiros, cinco libaneses, dois marroquinos e um turco, como se o local de nascimento das pessoas já as condenasse a terroristas”. Colocam como se a notícia partissem de fonte como Agencia Brasileira de Inteligência (Abin).

Nunca a lei de imprensa fez tanta falta, como agora. O direito de resposta é necessário. A liberdade de expressão tem limite. O Jornalista deve ser imparcial e justo. Não se pode deixar que a ordem pública seja perturbada por grupos que só interessam o lucro e nada mais. Portanto, pedir o mínimo de ética no jornalismo é bastante? Respeitar a sociedade brasileira é bastante? Ainda bem que existe pessoas honestas, justas, compromissada com a ética, moral e com os bons costumes etc. Assim, espero que você esteja desse lado também.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A Violência chega à Universidade


A violência no Brasil está chegando num ponto insuportável. Primeiro é a segurança pública é caótica há muito tempo. Segundo ela chegou aonde nunca deveria chegar, na educação. E por último, por qual caminho a violência precisa percorrer para que ela seja detida.

A população em geral está presa em uma prisão domiciliar com medo de serem a próxima vítima da bandidagem generalizada, tanto dos marginais, ladrões, assassinos etc., quanto os “ditos” nossos representantes nas Assembléias, Câmara das cidades, que só faltam saquear o erário público na frente da sociedade brasileira transmitida pela TV.

Deputado que não está nem aí, para o que a opinião pública vai pensar, ou melhor, se “lixar” para as ações tomadas por ele. A falta de princípios éticos é tanto que chegar a beira o absurdo, uma pessoa que está sendo paga com o dinheiro do povo e não está nem um pouco preocupado em julgar o companheiro princípios da imparcialidade e no seu devido tempo, porém, é o corporativismo que fala mais alto nessa altura.

Segundo é a agressão ao saber, a inteligência, a educação formal. Não se bastasse o absurdo ocorrer casos de violência entre alunos ou a professores nas escolas do ensino fundamental e médio de várias capitais do país. Chegar à universidade. Local com livre liberdade de expressão, de pensamento etc., onde o estudante completa o ciclo de seu aprendizado com uma formação definitiva. Ser atacada de modo brutal, por pessoas que deveria zelar pela instituição que transforma o “ser” em humano.

Caso recente está repercutindo na cidade de Manaus, em que “um Professor no exercício da profissão elucida fatos jornalísticos com grande notoriedade local, tendo na sala uma aluna membro da família de um vice-governante do executivo estadual. Sentindo-a constrangida com o fato exposto, sair da sala de aula sem ao menos debater o assunto comentado, até aí tudo bem, tem liberdade garantida. No calor da emoção chama via celular, os familiares para tomar as devidas providências. O tio da aluna, achando que é o maioral e que a cidade é sua casa, invade a sala de aula e sem mais ou menos agride covardemente o professor, sem antes dialogar ou esclarecer alguns fatos omitidos nos jornais”.

Um fato instigante é que no local ou em seu entorno, não havia um só guarda no momento da agressão, sem segurança para repelir o ataque. O agressor se viu livre para praticar qualquer ato.

O que falta para a violência desmedida chegar? Será que está faltando ela chegar ao Congresso Nacional, Palácio do Planalto ou no Supremo Tribunal Federal, até porque por lá o clima anda meio esquentado em virtude de uns bate-bocas entre ministros.

Portanto, senhores! Se nossos representantes não tomar as medidas necessárias contra essa fatalidade, no poder que os detém. A violência vai literalmente nos atropelar sem prestar socorro. Assim sendo, ações contra esse fenômeno social devem ser debatidas de forma imediata.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O aperfeiçoamento da democracia brasileira


A America Latina sempre foi território influenciável, dependente das grandes potências. O resquício de autoritarismo, desrespeitos dos direitos humanos ainda persiste, atormenta a democracia especialmente da América Espanhola. Vide governos autoritários da Alternativa Bolivariana e o comando forte do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Para não seguir linha desse tipo, o Brasil precisa de uma ampla reforma política, jurídica e projetos de Estado.

O Brasil inserido neste contexto, tenta romper o paradigma cultural e político. Desse modo, o aperfeiçoando democrático está cada vez mais consolidado nas diversas instâncias institucionais. É certo que para deixar o “jeitinho” brasileiro de lado, não é tarefa das mais fáceis, visto que quem está no poder não quer perder as benesses do governo.

O Brasil necessita de uma forte reforma política e também reestruturar a administração pública para fazer jus sua vocação democrática. Atualmente, a estrutura partidária está em descrédito e passando por um momento tenebroso na história republicana do país, que por sua vez, enfrenta constantemente noticiários de escândalos e corrupção.

Os políticos nacionais perdem momentos valiosos para fazer reformas consistentes, na ocasião de 1993, previsão da Revisão Constitucional, é deixada de lado para somente em 1995 fazer o desejo do comandante-em-chefe da nação no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) de aprovar a Emenda da Reeleição.

O resultado da Emenda só o favoreceu sua reeleição para segundo mandado até então não se permitia aos presidenciáveis. Só precisa de vontade política para a reforma sair do papel. Por isso, a estrutura existente já se mostra ultrapassada e precisa de reparos constitucionais para obter ao menos uma boa imagem com a sociedade.

Outra reforma que é importantíssimo para o país e de igual valor a da reforma política é a Judiciária. O cidadão não atura mais: julgamentos demorados, decisões contestadas ou polêmicas, impunidade de autoridades ou de ricos, excesso de Habeas Corpus para livrar bandidos e o pior ainda, para manter-se calado.

A Estrutura do sistema judiciário ainda é arcaica, também não se informatizou por completo, a possibilidade de acelerar a prestação jurisdicional e moralizar os gastos públicos dos magistrados divulgando todos os tramite administrativo pela internet.

Uma das causas que impede o crescimento do Brasil, é que culturalmente os governantes tanto na esfera federal como estadual e municipal não costumam fazer “projetos de estado” e sim de governo, ou seja, Cada governante deixa de lado o projeto do antecessor e passa somente dá continuidade no seu projeto de governo. Com isso o país perde muito em muitos quesitos, especialmente em infra-estrutura, saúde e educação.

Parece que o atual governo está empenhado em toca o Projeto “Estratégia Nacional de Defesa” (END), em projeto de estado, o que seria importante passo para o futuro do país, pois como diria o Ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger: “Nada é mais caro no mundo que a independência nacional”. Esse projeto é de longo prazo, portanto, é necessário um investimento consistente dos próximos governos.

O momento oportuno de fazer reformas: políticas, judiciária e projetos de estado, pois continuamos com o efeito de uma crise financeira global, e, é mais do que na hora de planejar o país para evitar o caos nessas áreas, e poupar uma nova crise com a opinião pública que já se encontra bestializada diante de tanta incompetência política.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bom exemplo - Joaquim Barbosa

O Ministro Joaquim Barbosa, é esse o cara que o Brasil precisa...



Sem palavras para qualificar um homem que diz o que o povo quer dizer na cara desses "ratos".

Por momentos assim que voltamos a ter esperanças no Brasil.

O Brasil precisar mais de gente desse quilate.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Exemplo feio


“O Senado gastou R$ 8,6 milhões com pagamento de contas de telefones celulares no ano passado”.

“Em média, o gasto por congressista — são 81 senadores — foi de ao menos R$ 6.126 mensais, numa conta conservadora.”

“Para os senadores, no entanto, não há limite de gastos”.1

Qual é o cidadão que não se indignaria lendo, ouvindo ou vendo notícias deste tipo? Todos com bom senso ficariam perplexos em saber que seus representantes gastam altos preços com celulares, preços esses que daria a qualquer pai de família a pagar a dívida da casa ou fazer uma pequena reforma na casa.

Nossos representantes são os mais caros do mundo, o a relação custo x benefício é a pior possível. Não temos solução imediata a problemática brasileira, nem de longo ou médio prazo; antes de pensar no povo, pensa-se primeiro nos salários, na verba de gabinete, nos seus negócios laranja, no seu bem-estar, só para depois de muito tempo imaginar o quê fazer para o “povo”?

Eu, David Agra, mas poderia ser “João da Silva”, “José”, “Raimundo”, estou revoltado em saber que congressistas não se importam com o dinheiro público. Emprestam celulares para familiares, amigos... Pessoas que não tem nada a ver com o nobre trabalho legislativo. É frustante ver os primeiros servidores que deveriam zelar pela ética e moral do dinheiro do suado povo brasileiro, não o fazem muito, aliás, nem se esforçam. Como é o caso do senador Tião Viana (PT-AC) emprestou o celular para filha viajar pelo México e ligar para quem desejasse — no final das contas, o valor de apenas R$ 14 mil reais que o contribuinte brasileiro deve pagar.

O exemplo sempre começa de cima, definitivamente não merecemos os parlamentares que temos, são inúteis, a idéia do senador Cristovam Buarque de fechar o congresso está fazendo mais sentido do que nunca na história do Congresso do País. O sábio senador não diria algo se não fosse pensado ao menos mil vezes. Já está mais de que na hora de combater os ratos, pois eles estão se multiplicando rapidamente. Veneno neles agora.

Nota

1. Fonte: Folha de S. Paulo